quinta-feira, janeiro 04, 2007

LITERATURA POLICIAL

Pois entre os meus divertimentos está a leitura de livros policiais. Mania antiga. Nunca gostei muito de Agatha Christie, nem de Georges Simenon, mas Dashiel Hammet, Raymond Chandler, Mickey Spillane, Leslie Charteris, estes eram o máximo. Quando eu li Eu Sou a Lei, de Mickey Spillane, fiquei impressionado. Era um novo policial. Fizeram inclusive um filme do livro - uma decepção. Não conseguiram nem de perto chegar na frieza de Mike Hammer, o personagem de Eu Sou a Lei. Depois não consegui encontrar mais nenhum livro interessante de Mickey Spillane, talvez porque o que chegava aqui eram as edições em português (de Portugal) com muitos gajos para cá, gajos para lá que tiravam muito do prazer da leitura. O Santo de Leslie Charteris alegrou muitos dias, naquela época que não havia televisão e ler era o melhor remédio. Fizeram recentemente um filme do Santo - terrível. Aqui havia um programa no rádio, Rádio Tupy se não me engano, que era uma pequena variação do Santo - O Anjo - O Anjo era muito bom e usava a mesma matriz de estória do Santo embora fosse totalmente do bem, coisa que não dava para dizer do Santo. Na época o rival do Anjo era um programa da Rádio Nacional, o Capitão Atlas. Este era o que eu gostava mais. As estórias eram excelentes. Extremamente criativas. As aventuras se passavam quase sempre na Amazonia onde algum gênio do mal sempre estava preparando algo contra a humanidade e lá se iam o Capitão Atlas e seus companheiros. Os companheiros do Capitão Atlas compunham uma fauna incrivel (desculpem o fauna), o indio Chico, mais um nordestino que eu não lembro o nome e que, possivelmente baseado em Tenório, não largava sua metralhadora (ou estou confundindo com o companheiro do Anjo), a onça Uruti, uma tribo de indios e por aí vai. A saudação dos indios era "Jambatan". Nunca fizeram um filme do Capitão Atlas. Uma pena. Do Anjo fizeram um muito bom que é claro eu tenho em VHS - O Anjo contra o Escaravelho Escarlate - Jamais vão lançar em DVD.
O livro policial de uma forma geral, descontando os clássicos evidentemente, evoluiu muito. Hoje existem autores de excelente qualidade produzindo livros muito bons. Alguns se transformam em filmes, ora muito bons ora nem tanto, mas dificilmente superando o livro. Dificilmente? Eu diria nunca, porque o cinema é muito bom, é ótimo mas o livro, bom, o livro é o livro.

2 comentários:

Cineman disse...
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Cineman disse...

Mais algumas lembranças com relação ao Capitão Atlas. O lugar tenente do Capitão era o Jaguar, não lembro da característica do Jaguar. O nordestino do grupo chamava-se Tucano e a característica, é claro, era o forte sotaque nordestino. O cacique da tribo amiga do Capitão Atlas era o Cacique Urutu se não me engano. Uma das formas de luta de todo o grupo, era o "golpe de pernas" que eliminava qualquer adversário. Não faziamos a mínima idéia do que seria o tal golpe de pernas.
Conversando sobre o assunto com um amigo ele corrigiu uma afirmação do blog - quem usava uma metralhadora era o capanga do Anjo, que por sinal levava o codinome de Metralha. Mais uma pequena cópia do Santo que tinha um parceiro, Hopy Uniatz, que costumava resolver os problemas com o auxilio de uma metralhadora. Este meu amigo, também fan das histórias de rádio daquela época, ficou de fazer um comentário no blog falando deste assunto. Estou aguardando.